O QUE PENSO SOBRE: DESLOCAR-SE NA CIDADE

Thiago_Cavallini_2016_Transporte

Carro, ônibus, Uber, trem, bike, a pé, táxi, skate, moto. Pensar em como nos movimentamos na cidade é maior do que pensar em trânsito ou apenas em tipos de transporte. Acredito em uma visão integrada do deslocamento das pessoas e na criação de estratégias que considerem diferentes formas, estilos e preferencias.

Precisamos de um sistema rápido, em que a gente possa confiar.

Nessa lógica, a ideia é pensar mais no conceito de “deslocar-se” pela cidade, que é uma ação ativa das pessoas, e menos no de “transporte”, que as vêem como algo a ser carregado de um lado para o outro.

☛ Linhas de ônibus inteligentes – pensar menos em linhas circulares, que dificultam e afastam as pessoas do transporte publico, e mais na lógica de deslocamento dos moradores, criando linhas a partir de suas necessidade e hábitos. Por exemplo, é importante você conseguir se deslocar para o shopping, centros comerciais de diversos bairros ou para o parque Chico Mendes de qualquer parte da cidade, sem precisar pegar 2 ou mais ônibus nesses trajetos.

☛ Mais vagas de estacionamento – uma parcela da população vai sempre preferir o carro ou precisar dele. O problema é que o espaço nas ruas de São Caetano é menor do que essa demanda e faltam locais para estacionar. Para resolver esse nó, precisamos considerar soluções de alto impacto, como estacionamentos públicos subterrâneos ou verticais, em andares. O sistema de Zona Azul também precisa ser mais eficiente e moderno, com contagem eletrônica de minutos e não de horas, como é hoje.

☛ Uber – é importante estudar, regulamentar e considerar como parte ativa do sistema de transporte da cidade as novas opções de deslocamento que surgem com a inovação e evolução tecnológica, como o Uber, por exemplo. Essas opções precisam ser assimiladas de forma rápida ao sistema de transporte municipal, sempre pensando no bem das pessoas e não em corporativismos de categorias. Pense em pontos de espera seguros em locais públicos de alta circulação, como estações de trem e centros comerciais.

☛ Bicicletas – É preciso considerar que as bicicletas podem ser uma opção para uma parcela dos moradores, especialmente para curtas e médias distâncias, e também quando integradas a outros modais, como ônibus e trem. Estacionamentos de bikes, racks para levá-las em ônibus, locais para que elas circulem com segurança, tudo isso pode contribuir com o transito e um estilo de vida mais saudável.

☛ VLP (Veículo Leve sobre Pneus) – são ônibus que funcionam com metrô, com estações mais espaçadas para trajetos mais longos e localizadas em pontos de interesse. Um jeito de transportar muita gente de forma rápida pela cidade, sem concorrer com os carros porque circulam em vias destinadas só para eles. Curitiba e Bogotá são cidades pioneiras nessa solução.

A forma como nos deslocamos na cidade também tem a ver com saúde e desenvolvimento econômico. Vou falar sobre isso também logo mais.

Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil – Editado

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