ENTREGA DE MEDICAMENTOS E MATERIAIS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ESTÁ SUSPENSA EM SÃO CAETANO

Serviço estava funcionando precariamente desde final de 2013

A pessoa com deficiência tem o direito garantido ao trabalho, transporte, acessibilidade, educação e saúde. Além disso, o atendimento residencial e todos os materiais de enfermagem e medicamentos devem ser garantidos pelo sistema público de saúde.

No entanto, recebemos denúncia de Marco Henrique Lopes, morador de São Caetano e que não recebe os materiais em casa desde agosto deste ano. Desde o fim de 2013, o denunciante que é tetraplégico, conta que o beneficio vinha atrasando e que os medicamentos e materiais utilizados diariamente não eram entregues na data certa.

Entre os materiais necessários estão luvas, gazes, sondas e medicamentos; o tratamento é diário e estes são itens fundamentais para o bem estar do paciente. A Ouvidoria Municipal foi procurada pelo denunciante, e por duas vezes disse que o serviço seria normalizado em breve, mas não definiu uma data ou explicou o motivo do atraso.

“Estou sabendo através dos agentes de saúde que apesar da promessa por parte da Ouvidoria de que o serviço será normalizado, nem a Secretaria de Saúde, nem os responsáveis pelo PSF (Plano de Saúde da Família) e nem a farmácia de distribuição dos materiais, se manifestaram em relação a normalização do serviço”, disse Marco.

A redação do C do ABC entrou em contato com a Prefeitura por meio da Secretaria de Comunicação, mas não obteve resposta.

O caso é urgente e não pode aguardar as promessas da Ouvidoria. Em busca de uma solução para seu problema, Marco Henrique abriu uma representação no Ministério Público, pedindo investigação dos motivos da descontinuidade do serviço e sua regularização.

“Enquanto isso, sigo sem o amparo do serviço público e estou reutilizando materiais descartáveis e arriscando piorar ainda mais o meu quadro clínico”, declarou em sua denúncia ao MP.

Esta é mais uma prova do descaso da Prefeitura em relação à saúde pública. Com a falta de medicamentos e materiais entregues em domicílio, as pessoas com deficiência, que dependem disso para a manutenção de sua saúde, podem ser prejudicadas de forma permanente. Não se pode aceitar que fiquem aguardando infinitamente por uma resposta e pela solução do problema.

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