DIREITO DE PREFERENCIA A LACTANTES NÃO É RESPEITADO EM SÃO CAETANO

Mãe teve que esperar 2h para ser atendida em hospital

Mãe teve que esperar 2h para ser atendida em hospital

Constantemente a redação do C do ABC recebe denúncias contra hospitais. Grandes filas, demora e mau atendimento são reclamações constantes dos moradores. Desta vez, recebemos denúncia de uma mulher que procurou atendimento no pronto socorro do hospital Albert Sabin, na Av. Kennedy e teve seu direito de atendimento preferencial negado. Para preservar a denunciante, seu nome não será divulgado.

“Eu estava com muita dor no seio, febre, dor no corpo e fui até o hospital Albert Sabin. Solicitei uma senha preferencial para lactante, com base na Lei nº 10.741, de 2003, que me foi negada”, declarou.

“Cheguei a pedir a senha para três funcionários do hospital e todos me negaram, dizendo que era o procedimento do local. Eu estava com mastite, quase 40 graus de febre, tive que esperar 2h para ser atendida, enquanto isso minha bebê estava esperando pra mamar”, continuou a mãe.

Outra mulher denunciou o mesmo problema e afirma que só recebeu atendimento prioritário, depois que ameaçou chamar a policia até o hospital.

Em nota, a prefeitura afirmou que o atendimento preferencial é respeitado no Hospital Albert Sabin, seguindo a classificação internacional por cores, e que as emergências médicas são priorizadas. A prefeitura disse também que o caso citado acima “está sendo investigado pela direção do hospital, juntamente com a ouvidoria”.

De acordo com a lei, as lactantes têm direito ao atendimento prioritário nos setores de serviço público e em todas as instituições financeiras. Elas também têm o direito ao assento preferencial nos transportes públicos.

No entanto, o direito é desconhecido pela maioria das pessoas e as próprias placas que identificam o atendimento prioritário, ou o assento preferencial, não informam sobre as lactantes.

Durante os períodos de gestação e amamentação, as mulheres precisam de um tratamento diferenciado, pois o cansaço e desgaste, físico e emocional, são muito grandes. Além disso, a lactante tem que amamentar de duas em duas horas, ou em um período até menor de tempo e os locais públicos não possuem espaço adequado para isso.

Vamos acompanhar a investigação da ouvidoria. Precisamos garantir o direito das mães lactantes em nossa cidade de forma definitiva.

Se souberem de mais casos de desrespeito a direitos, envie para nós.

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