PREFEITURA CONTINUA EXPANDINDO ZONA AZUL EM SÃO CAETANO E INVESTINDO EM TRANSPORTE INDIVIDUAL

Muitos devem ter notado várias faixas na cidade anunciando a implantação de novas áreas de Zona Azul. Com dizeres que tentam mostrar o fato como algo positivo, elas mostram que o processo de expansão ilógico das vagas pagas, iniciada no governo José Auricchio, continua na administração Paulo Pinheiro.

Questionada através de sua assessoria de imprensa a administração informa que existem 2.896 vagas na cidade, e que não existe plano para redução de seu número.

Com o aumento constante da quantidade de carros, é necessária a discussão de um sistema de Zona Azul mais inteligente, assim como uma distribuição mais justa de vagas. Atualmente, existem ruas estritamente residenciais cobertas de vagas pagas. Um bom exemplo disso é o Bairro Barcelona.

Recente denúncia da leitora Marla Stern, mostrou também que funcionários da prefeitura gozam de privilégio com relação ao serviço. “Estava no Atende Fácil e uma pessoa que parecia trabalhar no local alertou a fiscal da Zona Azul que certo carro estacionado era de funcionário”, afirma. A fiscal, quando questionada pela munícipe sobre o privilégio, teria afirmado que “todas as vagas são zona azul, mas se eu for lá multar, imagina o tamanho do problema que eu vou arrumar”.

Se o objetivo é reservar vagas para funcionários, que se faça de forma oficial, com vagas delimitas. Esse tipo de “exceção” só depõe contra a administração e instaura um clima de privilégio, que só indigna a população.

SOLUÇÕES, TRANSPORTE PÚBLICO E OBRAS ANUNCIADAS

Uma iniciativa que poderia aperfeiçoar o sistema de estacionamento pago seria a implantação de parquímetros, que cobrariam apenas o tempo de permanência. Outra opção complementar é a construção de prédios de estacionamentos públicos, ideia que deu certo em outras cidades.

Outra questão que merece debate é o modelo de concessão. No atual panorama, a Zona Azul serve apenas para o enriquecimento da empresa que controla o serviço, a Cello Auto. Por que não ter o próprio poder público operando o serviço, com o valor arrecadado indo para o município?

Mas o ponto principal da discussão é mais profundo. O que a administração deve entender é que a Zona Azul não é a solução para o problema de falta de vagas. A questão da matriz de transporte da cidade é a real culpada.

Enquanto continuar se investindo em soluções que privilegiem o transporte individual por carro, nunca haverá real solução para o trânsito. Obras viárias, como a anunciada hoje (01/03) pelo prefeito que abriria uma nova avenida paralela à Goiás, são necessárias, mas infelizmente não vemos o mesmo esforço em melhorar nosso sistema de transporte coletivo, especialmente o de ônibus.

No atual panorama urbanístico, a abertura de avenidas, além de ser uma solução paliativa e de vida curta, soa como ação dos anos 50 do século passado. Ou alguém duvida que a “Segunda Av. Goiás” vai, em um curto período de tempo, ficará congestionada?

Por que ao invés de uma outra avenida, não construir um novo sistema de transporte municipal no local? A cidade se beneficiaria muito com a implantação de um sistema de ônibus moderno, como o BRT por exemplo, inspirado em cidades como Curitiba e Bogotá. Assim, mais pessoas poderiam deixar os carros em casa e optar pelo transporte coletivo, chegando inclusive de forma mais rápida aos seus destinos e sem ter a preocupação com estacionamento.

Saiba mais sobre o BRT

Foto: C do ABC

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