Dia Mundial Sem Carro

O Dia Mundial Sem Carro é comemorado neste sábado (22) e tem sido levado cada vez mais à sério. Além da extensa programação cultural que as capitais preparam para a data, acaba sendo uma boa oportunidade para discutir e refletir sobre o problema do trânsito que acomete também cidades, como São Caetano. Daí vem a pergunta: Porque a maioria das pessoas sempre pensa no carro como primeira opção de transporte?

Concordo com André Trigueiro, do Blog Mundo Sustentável, quando ele diz que a resposta está no sucateamento do transporte público promovido pelos governos.

Em boa parte dos casos, quem sofre a agonia diária de chegar ao trabalho exaurido, com a roupa amarrotada e cansado pelas horas de aperto no transporte coletivo, sonha em ter um carro para se livrar desse pesadelo. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: melhor sofrer nos engarrafamentos em seu próprio carro, ouvindo um agradável “sonzinho” no ar -condicionado, do que seguir apertado por aí. O que parece ser lógico e justo no campo individual constitui um enorme problema na esfera coletiva. A incompetência dos governos em assegurar o direito constitucional de um transporte público decente agrava a perda da mobilidade urbana numa escala sem precedente

Aqui em São Caetano, principalmente, não há desculpa que justifique a falta de qualidade no transpote público e a ausência de espaços para o transpote alternativo. Apesar de 40% da população trabalhar fora da cidade, há outras 60% que trabalham e vivem aqui. O problema do trânsito nas cidades é também regional, o que torna a solução mais complexa, mas não impossível. Com vontade política e generosidade, as prefeituras interessadas em melhorar a qualidade de vida de seus moradores, como São Caetano, poderiam se articular reivindicando investimentos federais e estaduais para a região, além de parcerias com cidades vizinhas para a melhoria do transporte intermunicipal. Em São Caetano, a prefeitura tem os recursos, tem a demanda da população e tem um território pequeno e menos complexo, mas falta vontade e competência para transformar o transporte público em uma opção viável de verdade, ou como eles gostam de chamar, “de primeiro mundo”. Somente oferecendo rapidez, comforto e integração no transporte público e alternativo, a cidade estimulará as pessoas a deixarem o carro em casa.

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