Saúde privada de SCS piora e reclamações crescem 47%

A péssima qualidade da saúde pública nas cidades brasileiras faz com que muitas pessoas comprometam parte da renda familiar com hospitais e planos privados. Isso não é novidade. O problema é ter um plano de saúde que já não é certeza de bom atendimento.

O setor privado há alguns anos enfrenta os mesmos problemas da saúde pública: enquanto a procura aumenta, a qualidade dos serviços cai, o que deixa cada vez mais usuários insatisfeitos.

Desde o início do ano, os Procons que atendem ao ABC registraram 985 queixas, uma média de cinco reclamações diárias, de moradores que tiveram problemas para ser atendido na rede privada, informa o jornal Metro ABC. Só em São Caetano foram 206 queixas, o que representa um aumento de 47% nas reclamações dos moradores da cidade em relação ao ano anterior.

Dificuldades em marcar consultas e receber reembolsos são principais problemas enfrentados por moradores da região. Para a coordenadora regional do Procon, Ana Paula Satcheki, o número é alto e os problemas vêm se agravando há pelo menos três anos. “Sentimos que o sistema particular de saúde ganhou novas adesões, mas não conseguiu ampliar a rede na mesma proporção”, disse ao jornal.

Ao contrário de expansão, o ABC viu nos últimos cinco anos o fechamento de hospitais particulares. Ao menos seis deles encerraram funcionamento e a região perdeu quase 500 leitos.

Outro problema enfrentado pelos consumidores do ABC são reajustes abusivos em planos de saúde assinados antes da regulamentação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) de 1998.

“Boa parte de quem possui esses contratos está entrando na terceira idade e fica refém dos aumentos nas mensalidades, já que cada plano tem regras diferentes para reajuste”, disse a diretora do Procon. Mudar para um novo nem sempre é a solução, como explica Ana Paula. “É preciso pesar carência e faixa etária.”

Se já pagamos impostos altos para ter um sistema de saúde pública, que deveria atender toda a população da cidade, porque não cobramos melhorias de verdade nesse setor, ficando em cima das autoridades para o cumprimento desse direito básico? Com uma saúde pública que fosse de fato modelo, não seríamos mais reféns de serviços privados caros e ruins.

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