Incineração de lixo não!

Nessa semana São Bernardo assinou um contrato para a construção de um incinerador de lixo na região, o que significa um enorme retrocesso para o ABC. Longe de ser uma questão municipal, esse elefante branco irá afetar toda a região, já que o tipo de poluição que gera é capaz de viajar pelo ar por quilômetros.

É um erro considerar a geração de energia por meio da queima de lixo ecológica. Um processo que produz mais gases de efeito estufa e joga poluentes no ar não é sustentável. Além disso, os incineradores, mesmo os mais modernos, são um risco a saúde humana. Longe de fazer o lixo “sumir”, ele na verdade PRODUZ outro tipo de lixo, em forma de partículas minúsculas e fumaça tóxica. É como varrer a sujeira para baixo do tapete.

O C do ABC é contra a incineração de lixo. Quem nos dá argumentos para isso é ninguém menos que o Greenpeace, maior organização global independente a atuar na defesa do meio ambiente. Para ambientalistas do Greenpeace, a incineração simplesmente transforma o problema do lixo num problema de poluição.

“Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, de custo elevado e altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineração acaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente.”, explicam os ambientalistas da oganização em carta aberta.

O Greenpeace também enfatiza que a poluição gerada por incineradores geram problema de saúde para a população. “Sabidamente, estes métodos são prejudiciais à saúde humana, pois despejam substâncias tóxicas no meio ambiente, como mercúrio, causando danos no sistema imunológico, gerando disfunções hormonais, problemas respiratórios, má formação congênita, entre outros efeitos.”

Além de ser uma tecnologia suja, a incineração inviabiliza a implantação de projetos sócio-ambientais e de infra-estrutura para a coleta e reciclagem de materiais. Disfarçada muitas vezes como “recuperação energética”, a incineração exige elevados investimentos, que chegam na casa das centenas de milhões.

É bom lembrar que São Paulo já teve usinas de incineração de lixo por mais de 50 anos, mas os três incineradores que existiram estão fechados desde 2002 e até hoje precisam de monitoramento ambiental porque são áreas contaminadas.

O incinerador de São Bernardo ainda não foi construído. É hora da população regional se manifestar, se não quiser viver um grande problema de saúde daqui alguns anos, quando o complexo já estiver funcionando.

Confira os relatórios do Greenpeace sobre os impactos da incineração aqui e aqui.

Greenpeace protesta contra a incineração do lixo na Espanha levando sacos de resíduos para o Ministério do Ambiente/ crédito: Folha.com

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