Entenda a greve na UFABC

A UFABC (Universidade Federal do ABC) aderiu oficialmente nesta terça-feira (05) à greve nacional dos professores das universidades federais iniciada no dia 17 de maio. Com isso, sobe para 51 o número de centros de Ensino Superior paralisados no País, de um total de 59 instituições. Na região, o campus Diadema da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) também integra a lista.

A mídia da região noticia de forma deturpada aquilo que tem preguiça de entender: o lado dos professores. Para os jornais, a greve deixa “universitários sem aula e docentes de braços cruzados”, mas esquecem que a maior parte dos alunos também aderiu à greve e apóia os professores, que há dois anos tentam negociar com o governo um plano de carreira que de fato valorize a categoria (veja infográfico abaixo). De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), foram feitas mais de dez reuniões com o Ministério do Planejamento ao longo desse tempo, sem avanço na negociação.

O problema é que hoje os professores são divididos em faixas remuneratórias que funcionam como um funil em que poucos podem chegar ao final da carreira com salários melhores e a maioria fica presa nas faixas intermediárias precárias, como professores auxiliares, adjuntos, assistentes. “Essa distinção se fundamenta e um pressuposto quase feudal de que existe um grupo de professores “donos” de certa área ou disciplina e que dão algumas aulas durante o ano comunicando seus estudos e pesquisas assim como seu acumulo teórico sobre um tema e são auxiliados por professores que o circundam como assistentes ou adjuntos e estes por auxiliares numa hierarquia que implica mais que uma divisão de trabalho, uma lógica de poder.”, escreveu Mauro Iasi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro no Blog da Boitempo.

“O Ministro da Educação, o senhor Aloísio Mercadante, se diz surpreso com a deflagração da greve nacional dos professores universitários federais. É compreensível, primeiro porque o MEC esteve ausente e omisso durante todo o processo de negociação ocorrido durante o ano passado e parece desconsiderar a real situação dos professores e as distorções da atual forma na qual se estrutura a carreira docente”. [Leia o artigo na íntegra aqui]

Para resolver o impasse, o ANDES propõe um anteprojeto de lei de uma carreira docente única com 13 níveis remuneratórios baseado no tempo de carreira, na titulação e na avaliação realizada com autonomia e por critérios objetivos definidos com fundamentos acadêmicos.

Além de deflagrar paralisação por tempo indeterminado, uma votação realizada ontem com 177 professores da UFABC aprovou realização de ato conjunto com a Unifesp na próxima terça-feira, dia 12. O Ato das Universidades Federais em Greve pela Valorização da Educação Pública terá início a partir das 11h, em frente à Bolsa de Valores, no centro de São Paulo (Rua XV de Novembro, 275, centro).

A desvalorização da educação no Brasil é alarmante em todos os níveis, das creches até o ensino superior. De que adianta crescer em número e estatísticas, se não há qualidade?

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Uma resposta para “Entenda a greve na UFABC

  1. Enqto isso eu que pago aluguél, para meu filho não ter que viajar diariamente, por uma estrada insegura e com o pedágio mais caro do planeta, por km rodado, prevejo que continuarei a arcar com esta despesa por pelo menos mais 3 meses. Este trimestre letivo já éra. Parece-me que durante o governo do molusco barbudo todo mundo ganhava muito bem, pois não ocorriam greves, ou será que estes sindicatos e seus PELEGOS, não tinham vontade política para tanto? Acorda Mercadante, vc está sendo frito junto com a Dilma, a bola da vez é o Hadad e o barbudo está louco pra voltar.

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