Represa Billings continua vítima de descaso ambiental

Cerca de 20% dos dejetos produzidos na região do Grande ABC ainda vão parar no reservatório da Represa Billings, sem tratamento. A informação consta no Relatório de Qualidade das Águas Superficiais do Estado de São Paulo, feito anualmente, e composto por diversos índices que medem a qualidade da água da represa.

Em entrevista para o jornal Diário do Grande ABC, o presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) no Grande ABC, Virgílio Alcides de Farias, afirmou que a represa continua a receber esgoto e lixo em excesso principalmente devido à ocupações irregulares perto da represa. Segundo ele, a Lei da Billings, aprovada em 2010 e que deveria trazer benefícios à represa, através dessa regulação, pouco fez até agora.

O presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy, diz que é preciso avaliar mais que qualidade da água. “É necessário observar o ecossistema, quanto se produz de água, a densidade populacional no entorno da represa, além da capacidade do reservatório.”

Para Bocuhy, falta plano de sustentabilidade para a Billings a longo prazo, que produza políticas integradas capazes de salvar a represa.

Mas nem tudo é ruim. O mesmo relatório apresentou aponta melhora de 15% nos índices gerais de qualidade da água entre 2006 e 2011, graças, principalmente, à ampliação do tratamento de esgoto na região.

 

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