Grande ABC vive ameaça de racionamento de água a partir de 2015

Hoje, como poucos sabem, é Dia Mundial da Água. Estava dando uma olhada no noticiário e vários jornais trazem matérias umas mais outras menos interessantes sobre o assunto. A do jornal Diário do Grande ABC chama atenção por chamar atenção para situação preocupante que vivem os municípios do grande ABC.

Isso porque a lentidão com que as companhias executam os planos para garantir o abastecimento – aliada ao consumo desenfreado – coloca a região diante da ameaça de racionamento a partir de 2015.

“Daqui a três anos, segundo estudo da ANA (Agência Nacionalde Águas), 55% dos municípios do País terão deficit na oferta. Na região, só estão fora da lista Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra”, afirma o jornal.

A falta de um planejamento urbano eficaz que leve a sustentabilidade e o meio ambiente em conta, de certa forma, explicam a situação.

“Houve aumento da demanda populacional na Região Metropolitana e poluição das bacias, o que diminui o potencial de produção e captação de água limpa. No Grande ABC, são 2,5 milhões de habitantes – 612.176 ligações de água – que consomem, em média, 170 litros de água por dia, o que equivale a quase 425,2 milhões do recurso hídrico.”

Você deve desperdiçar água, mas saiba que…

Agora, um dado interessante: apenas os vazamentos consomem 35% da água disponível na região, mas esses vazamentos não são os da sua casa, por exemplo, são os vazamentos que ocorrem no transporte dessa água do sistema Billings-Tamanduateí até a sua casa. É a diferença entre o montante produzido e o volume lido pelos hidrômetros dos clientes.

A taxa em São Bernardo é de 33% (13% de perda aparente e 20% de perda real), de 31% em Ribeirão Pires (13% aparente e 20% real) e de 38,63% em Diadema (13,12% aparente e 25,51% real). Em Santo André, perde-se 25,7% da água produzida e em SÃO CAETANO a perda física é de 24,08%.

Estresse hídrico

O doutor em Geografia Humana pela USP Maurício Waldman explica que vivemos fenômeno classificado como “estresse hídrico”. “Se nada de concreto for feito, seremos uma metrópole sedenta à beira de um reservatório como a Billings”, destaca. Para ele, o ideal é investir em educação ambiental e fontes de energia poupadoras de água.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, defende o retorno da discussão sobre criação de reservatórios não vinculados a geração de energia. Para ele, é necessário investir em tratamento de esgoto para livrar as nascentes da poluição.

O Grande ABC é cortado pelo sistema Billings-Tamanduateí, que integra a Bacia do Alto Tietê, a mais populosa do Estado. Segundo a ANA, até 2015, deveriam ser investidos R$ 5,4 bilhões na ampliação de todos os reservatórios, entre os quais três que atendem a região – Rio Grande, Rio Claro e Cantareira.

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